segunda-feira, 2 de março de 2009

Violência nas escolas


Preocupa qualquer pessoa ler as notícias sobre o crescendo de violência nas escolas. Tentando encontrar razões para que tal aconteça apontam-se, muitas vezes, as famílias disfuncionais como a causa próxima. Não sei se será bem assim.
Acredito mais que os adolescentes tenham padrões de violência transmitidos por filmes, por sites da net ou até mesmo pelo que vêm na tv que tem poucas cautelas a esse respeito. É claro que o modelo familiar de onde provêm terá a sua importância. É nele que as cianças gravam as suas primeiras imagens. Mas julgo que será, antes, este conjunto de circunstâncias que explica o que se está a passar nas nossas escolas.
É que a liberdade só é preciosa quando se sabe fazer bom uso dela. Quando isso não acontece ela é uma perigosíssima arma de injustiça!


HSC

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Estados de alma


Um imenso cansaço caracteriza os portugueses neste tempo de crise e de pouca esperança. Basta andar em transportes publicos no final do dia de trabalho e estar atento às conversas, para se perceber que mais parecem lamúrias.
Há uma sensação geral de insegurança, de falta de perspectivas, até de uma certa forma de medo. Enfim, algo que se define em duas palavras: "sem futuro".
Os velhos já pouco têm, porque a Natureza a tal determina. Os jovens porque sentem que a geração dos seus pais lhes prepara uma pesadíssima herança. As crianças porque nem sequer têm quem cuide do seu futuro, consumido por antecipação...
É nesta neblina, nesta espécie de letargia do inevitável, que este povo, outrora grande, vai vivendo de estados de alma. Que apenas se atenuam, quando uma nesga de sol rompe o cinzento dos nossos dias.


Helena

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

As coisas importantes


Muitas vezes me pergunto porque é que a maioria das pessoas dá mais importância ao que é secundário do que dá ao que é essencial. Defeito de educação? Não. Antes defeito de comportamento social, porque vivemos numa sociedade sem busca de excelência e esta é essencial para graduar e valorizar a forma como existimos.
Hoje parece que até se tem vergonha de se ser bom em qualquer coisa, como se a busca de competência nos pusesse à margem da sociedade a que pertencemos. O país precisa de encontrar e promover os seus melhores. Se o não fizer, fica sem eles, que acabam por procurar fora o que não encontraram aqui.Os quais vão engrossar as piramedes científicas ou tecnológicas dos países que abrem os braços para os receber.
Daqui a uns anos serão os nossos filhos e netos que nos apontarão o dedo e nos irão responsabilizar pelo estado do Portugal que lhes deixámos...


Helena

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

mulheres poderosas...


a minha avó Joana e a minha mãe,
as mulheres mais poderosas que conheci.